Faz agora três anos que os Arcos de Queluz foram reabilitados. Segundo a empresa Arco e Capitel, a intervenção decorreu entre o fim do ano de 2006 e meados de 2007.
Imagens dos arcos de Queluz em 2007:
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segunda-feira, junho 14, 2010
terça-feira, maio 04, 2010
Palacete Pombal
O Palacete Pombal é classificado como Imóvel de Interesse Público desde 30 de Novembro de 1933. Trata-se de uma obra neoclássica do arquitecto José da Costa e Silva.
José Augusto-França escreveu no livro "A Arte em Portugal no Século XIX" que «Em Queluz, sim: o palacete do 2º marquês de Pombal, que não perdera as boas graças da nova Corte e em face do novo palácio da rainha fez edificar, depois de 95, uma pequena casa irritada do Petit Trianon de Gabriel - mas na qual se colara, muito à portuguesa, um enorme portal armoriado que devora a fachada e é encimado por duas ridículas estátuas reclinadas de Fracisco Leal Garcia... Este palacete de estilo impuro, caricatural como é, pode servir de objecto de meditação sobre as agruras do gosto particular português, quando ele desejou sair do beco que a tradição definia, tão pombalinamente ainda. Se o edifício foi traçado por Costa e Silva, que já então dera boas provas, uma subordinação infeliz ao espírito de encomenda, alheio à sua formação "moderna"»
José Augusto-França escreveu no livro "A Arte em Portugal no Século XIX" que «Em Queluz, sim: o palacete do 2º marquês de Pombal, que não perdera as boas graças da nova Corte e em face do novo palácio da rainha fez edificar, depois de 95, uma pequena casa irritada do Petit Trianon de Gabriel - mas na qual se colara, muito à portuguesa, um enorme portal armoriado que devora a fachada e é encimado por duas ridículas estátuas reclinadas de Fracisco Leal Garcia... Este palacete de estilo impuro, caricatural como é, pode servir de objecto de meditação sobre as agruras do gosto particular português, quando ele desejou sair do beco que a tradição definia, tão pombalinamente ainda. Se o edifício foi traçado por Costa e Silva, que já então dera boas provas, uma subordinação infeliz ao espírito de encomenda, alheio à sua formação "moderna"»
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quinta-feira, julho 09, 2009
Novo projecto: um Roteiro para a cidade de Queluz
Quem já reparou em turistas perdidos na cidade de Queluz, que descem do comboio a perguntar onde é o palácio e fogem de seguida da cidade, porque não há ninguém que lhes mais para ver?
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quarta-feira, julho 08, 2009
Antigo quartel-sede dos Bombeiros Voluntários de Queluz
Um imóvel com passado… e futuro!?
A monografia que entendemos destacar durante o mês de Fevereiro, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz. Apontamentos para a sua História, 1921-2005, com textos e coordenação de Salvador da Luz, ex-presidente da Direcção da mesma instituição e destacado dirigente das estruturas representativas dos bombeiros portugueses, editada em Outubro de 2006, propicia a apresentação de uma proposta de roteiro.
Assim, aos amantes da história e do património que optem por uma incursão turística pela região de Sintra, propomos que façam paragem no antigo quartel dos bombeiros Queluzenses, apesar de este não se encontrar aberto ao público. Localizado nas imediações do Palácio Nacional de Queluz, no Largo Mouzinho de Albuquerque, o referido imóvel, em apreciável estado de conservação, exceptuando os graffitis, constitui um bom exemplo do tipo de edifícios que outrora serviram de aquartelamento aos corpos de bombeiros, sobretudo, na vulgarmente designada “província”. Ou seja, é testemunho do tempo em que o quartel-sede de uma associação de bombeiros se cingia aos gabinetes da Direcção e do Comando, posto de socorros e parque de viaturas. Contrariamente ao que mais tarde veio a generalizar-se através da construção de novos quartéis, poucas instalações dispunham de camarata para pessoal de piquete no período nocturno (os voluntários pernoitavam nas suas residências, conhecendo-se situações em que os corpos de bombeiros dispunham de rede telefónica interna, com ligação aos primeiros, a fim de garantirem pronta resposta no socorro) e de sala destinada à ocupação dos tempos livres. Não obstante as limitações e, como tal, os poucos incentivos, os efectivos dos corpos de bombeiros voluntários revelavam-se numerosos e assíduos. Por sua vez, perante a inexistência de casa-escola, a fachada de qualquer edifício de maior envergadura era o bastante para a instrução do pessoal, vendo-se esta consubstanciada, essencialmente, em exercícios com manobras de escadas e no estabelecimento de mangueiras. De Norte a Sul do país, a construção de um esqueleto de madeira equivalente a vários pisos, junto ao quartel, satisfazia, também, as necessidades de instrução dos corpos de bombeiros.
O antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Queluz (BVQ), que ainda hoje mantém instalada, na cobertura, a velha sirene para chamada dos voluntários, bem como, no frontão, as letras correspondentes à sigla BVQ, reporta-se a 1934.
Afecto ao Palácio Nacional de Queluz, o edifício foi cedido para instalação do quartel-sede, à Sociedade Benemérita de Queluz (antiga denominação da Associação), pela Repartição do Património.
Anteriormente, o espaço acolheu um depósito de carvão, facto que obrigou a trabalhos de recuperação e adaptação, os quais foram assegurados pelos próprios bombeiros, que para o efeito desenvolveram uma “luta titânica”, devido à “falta de recursos financeiros”, descreve Salvador da Luz.
Tratou-se do primeiro quartel-sede condigno que a associação teve desde a sua fundação, verificada em 2 de Outubro de 1921, pois o material de combate a incêndios permanecera sempre guardado sob as arcadas do Palácio.
A inauguração oficial do aquartelamento veio somente a ocorrer no dia 16 de Maio de 1937, depois de vencidas muitas vicissitudes, tendo sido convidados para as respectivas cerimónias o governador civil do distrito de Lisboa, o presidente da Câmara Municipal de Sintra e o administrador do concelho, entre outras entidades. O momento prestou-se ainda ao baptismo de um pronto-socorro e de um transporte de pessoal, seguido de desfile pelas ruas da então vila de Queluz, abrilhantado pela Banda da Sociedade União Sintrense.
Reaproveitamento para fins de utilidade pública
O velho edifício serviu de quartel-sede até 1977, ano no qual foram inauguradas as actuais instalações da Rua D. Pedro IV, entretanto ampliadas na última década do século passado.
O autor da monografia em destaque termina a parte reservada ao primeiro quartel-sede referindo que “as velhas instalações do Largo Mouzinho de Albuquerque convidam a uma reflexão sobre o seu reaproveitamento para fins de utilidade pública dada a sua localização e vocação. Criar um espaço museológico, por exemplo, poderia ser uma solução a equacionar e incentivar”.
Tais palavras, que subscrevemos em absoluto, mantêm-se plenas de actualidade e por isso é importante recordá-las, destacando-as, a começar pelo facto de o imóvel permanecer fechado, para efeitos de arrumos da associação.
Embora não sendo objecto da História fazer futurologia, estamos certos de que o veículo antigo estacionado no interior do mesmo edifício, a exigir reparação, mais o valioso espólio exposto na sala-museu e noutras dependências das actuais instalações dos BVQ, cuja visita recomendamos vivamente, configurariam um interessante espaço sociocultural e dignificariam, muitíssimo, o longo trilho dos “soldados da paz” de Queluz, em particular, e de Portugal, em geral.






Nota: Fotos antigas retiradas da monografia Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz. Apontamentos para a sua História, 1921-2005
A monografia que entendemos destacar durante o mês de Fevereiro, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz. Apontamentos para a sua História, 1921-2005, com textos e coordenação de Salvador da Luz, ex-presidente da Direcção da mesma instituição e destacado dirigente das estruturas representativas dos bombeiros portugueses, editada em Outubro de 2006, propicia a apresentação de uma proposta de roteiro.
Assim, aos amantes da história e do património que optem por uma incursão turística pela região de Sintra, propomos que façam paragem no antigo quartel dos bombeiros Queluzenses, apesar de este não se encontrar aberto ao público. Localizado nas imediações do Palácio Nacional de Queluz, no Largo Mouzinho de Albuquerque, o referido imóvel, em apreciável estado de conservação, exceptuando os graffitis, constitui um bom exemplo do tipo de edifícios que outrora serviram de aquartelamento aos corpos de bombeiros, sobretudo, na vulgarmente designada “província”. Ou seja, é testemunho do tempo em que o quartel-sede de uma associação de bombeiros se cingia aos gabinetes da Direcção e do Comando, posto de socorros e parque de viaturas. Contrariamente ao que mais tarde veio a generalizar-se através da construção de novos quartéis, poucas instalações dispunham de camarata para pessoal de piquete no período nocturno (os voluntários pernoitavam nas suas residências, conhecendo-se situações em que os corpos de bombeiros dispunham de rede telefónica interna, com ligação aos primeiros, a fim de garantirem pronta resposta no socorro) e de sala destinada à ocupação dos tempos livres. Não obstante as limitações e, como tal, os poucos incentivos, os efectivos dos corpos de bombeiros voluntários revelavam-se numerosos e assíduos. Por sua vez, perante a inexistência de casa-escola, a fachada de qualquer edifício de maior envergadura era o bastante para a instrução do pessoal, vendo-se esta consubstanciada, essencialmente, em exercícios com manobras de escadas e no estabelecimento de mangueiras. De Norte a Sul do país, a construção de um esqueleto de madeira equivalente a vários pisos, junto ao quartel, satisfazia, também, as necessidades de instrução dos corpos de bombeiros.
“…as velhas instalações do Largo Mouzinho de Albuquerque convidam a uma reflexão sobre o seu reaproveitamento para fins de utilidade pública dada a sua localização e vocação. Criar um espaço museológico, por exemplo, poderia ser uma solução a equacionar e incentivar” Salvador da Luz
O antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Queluz (BVQ), que ainda hoje mantém instalada, na cobertura, a velha sirene para chamada dos voluntários, bem como, no frontão, as letras correspondentes à sigla BVQ, reporta-se a 1934.
Afecto ao Palácio Nacional de Queluz, o edifício foi cedido para instalação do quartel-sede, à Sociedade Benemérita de Queluz (antiga denominação da Associação), pela Repartição do Património.
Anteriormente, o espaço acolheu um depósito de carvão, facto que obrigou a trabalhos de recuperação e adaptação, os quais foram assegurados pelos próprios bombeiros, que para o efeito desenvolveram uma “luta titânica”, devido à “falta de recursos financeiros”, descreve Salvador da Luz.
Tratou-se do primeiro quartel-sede condigno que a associação teve desde a sua fundação, verificada em 2 de Outubro de 1921, pois o material de combate a incêndios permanecera sempre guardado sob as arcadas do Palácio.
A inauguração oficial do aquartelamento veio somente a ocorrer no dia 16 de Maio de 1937, depois de vencidas muitas vicissitudes, tendo sido convidados para as respectivas cerimónias o governador civil do distrito de Lisboa, o presidente da Câmara Municipal de Sintra e o administrador do concelho, entre outras entidades. O momento prestou-se ainda ao baptismo de um pronto-socorro e de um transporte de pessoal, seguido de desfile pelas ruas da então vila de Queluz, abrilhantado pela Banda da Sociedade União Sintrense.
Reaproveitamento para fins de utilidade pública
O velho edifício serviu de quartel-sede até 1977, ano no qual foram inauguradas as actuais instalações da Rua D. Pedro IV, entretanto ampliadas na última década do século passado.
O autor da monografia em destaque termina a parte reservada ao primeiro quartel-sede referindo que “as velhas instalações do Largo Mouzinho de Albuquerque convidam a uma reflexão sobre o seu reaproveitamento para fins de utilidade pública dada a sua localização e vocação. Criar um espaço museológico, por exemplo, poderia ser uma solução a equacionar e incentivar”.
Tais palavras, que subscrevemos em absoluto, mantêm-se plenas de actualidade e por isso é importante recordá-las, destacando-as, a começar pelo facto de o imóvel permanecer fechado, para efeitos de arrumos da associação.
Embora não sendo objecto da História fazer futurologia, estamos certos de que o veículo antigo estacionado no interior do mesmo edifício, a exigir reparação, mais o valioso espólio exposto na sala-museu e noutras dependências das actuais instalações dos BVQ, cuja visita recomendamos vivamente, configurariam um interessante espaço sociocultural e dignificariam, muitíssimo, o longo trilho dos “soldados da paz” de Queluz, em particular, e de Portugal, em geral.






Nota: Fotos antigas retiradas da monografia Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz. Apontamentos para a sua História, 1921-2005
Escrito por Luís Miguel Baptista no blog Fogo & História
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segunda-feira, maio 11, 2009
Jardins do Palácio de Queluz reabrem ao público
Jardins do Palácio de Queluz irão reabrir no dia 14 de Maio. Recorde-se que os jardins encontravam-se fechados desde 2006.
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Jardins do Palácio de Queluz reabrem ao público
Jardins do Palácio de Queluz irão reabrir no dia 14 de Maio. Recorde-se que os jardins encontravam-se fechados desde 2006.
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quinta-feira, abril 30, 2009
Habitação: Apartamentos do concelho de Sintra continuam a desvalorizar
No primeiro trimestre desde ano, os apartamentos do concelho de Sintra continuaram a desvalorizar-se. Esta é uma tendência que se vem a registar pelo menos desde 2003.
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domingo, janeiro 11, 2009
Necrópole de Carenque: entulho "protege" património
Aqui perto, a Necrópole de Carenque perto de Vila Chã está rodeada de entulho. A anta de Monte Abraão e a zona de Colaride não estão isoladas quanto à atracção que provocam a entulhos e a lixeiras. Quanto à falta de sinalização e acessos, a situação é a mesma. O programa Nós por Cá fez uma visita à lixeira que rodeia a Necrópole de Carenque. Veja o vídeo.
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domingo, dezembro 21, 2008
Casa Museu Stuart Carvalhais
De dia para dia a casa onde viveu Stuart Carvalhais, vai-se deteriorando, e, a Câmar
a Municipal de Sintra e a Junta de Freguesia de Queluz nada fazem.
Será que mais uma vez o património de Queluz não vai ter resposta das entidades, como, também há alguns anos o mesmo aconteceu com o antigo
Cine-Teatro Queluz.
Na altura foi proposto que a CMS compra-se o edifício quando este foi posto em leilão, para que fosse feito ali um Centro Cultural da Freguesia, mas fizeram orelhas moucas e nada fizeram havendo hoje mais um edifício de habitação.
Talvez, se ainda vá a tempo para que a Casa Museu de Stuart de
Carvalhais seja uma realidade, façamos uma campanha para que as nossas
entidades trabalhem em prol de Queluz.
Escrito por Manuel Guedelha na Mailing List do Cidadania Queluz
Foto de Carlos do blog Dias Que Voam
Será que mais uma vez o património de Queluz não vai ter resposta das entidades, como, também há alguns anos o mesmo aconteceu com o antigo
Cine-Teatro Queluz.
Na altura foi proposto que a CMS compra-se o edifício quando este foi posto em leilão, para que fosse feito ali um Centro Cultural da Freguesia, mas fizeram orelhas moucas e nada fizeram havendo hoje mais um edifício de habitação.
Talvez, se ainda vá a tempo para que a Casa Museu de Stuart de
Carvalhais seja uma realidade, façamos uma campanha para que as nossas
entidades trabalhem em prol de Queluz.
Escrito por Manuel Guedelha na Mailing List do Cidadania Queluz
Foto de Carlos do blog Dias Que Voam
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