segunda-feira, maio 25, 2009

Intervenção Operacional Estratégica de Queluz nunca teve consulta pública

As obras que estão a decorrer na Av. Miguel Bombarda nunca foram submetidas a consulta pública. Houve um inquérito prévio a alguns residentes e lançou-se um projecto à margem dos cidadãos de Queluz.

O projecto das obras da Av. Miguel Bombarda apenas foi conhecido pelos cidadãos de Queluz vários meses depois do concurso público ter terminado e já depois da Câmara Municipal de Sintra ter adjudicado o contrato ao empreiteiro.

Ora esta Intervenção Operacional Estratégica de Queluz no caso particular da Av. Miguel Bombarda não previu a necessidade de ciclovias, nem condições de mobilidade. Como se pode verificar no projecto, apesar da Av. Miguel Bombarda ter a dimensão adequada, a Câmara Municipal de Sintra não vai dotar a Miguel Bombarda de uma ciclovia.

No projecto, as lojas e prédios terão acesso por escadas, o que significa que as pessoas com mobilidade reduzida terão dificuldade a entrar nos prédios, ou nas lojas.

A questão da mobilidade apenas foi identificada após a Junta de Freguesia de Queluz ter apresentado o projecto meses depois do concurso público ter saído em Diário da República.

O plano de Intervenção Operacional Estratégica de Queluz continua sem consulta pública. Os estudos efectuados na elaboração do mesmo também não são do conhecimento público o que pode significar que erros sejam cometidos no presente e o gasto dos dinheiros públicos sejam a duplicar corrigindo-se erros do passado.

2 comentários:

  1. [...] Este circuito urbano serviu de ensaio para a implementação futura desta carreira que funcionará sem paragens pré-definidas, ou seja, os utentes podem entrar e sair quando o desejarem. Um projecto que agradou aos munícipes de Queluz. A escolha desta cidade  foi decidida no âmbito de uma preocupação de desenvolvimento sustentável, já que nos últimos anos a autarquia executou um conjunto de obras naquele aglomerado urbano, tendo elaborado o estudo “Queluz, Intervenção Operacional Estratégica”. A área escolhida para o “Dia Europeu sem Carros” foi uma área central, a chamada “baixa” e que integra a Intervenção Operacional Estratégica de Queluz. [...]

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  2. A consulta pública ocorreu há 4 anos, no acto eleitoral. Os queluzenses elegeram o executivo camarário para trabalhar e é o que este está a fazer.
    Este post faz-me lembrar a tentativa de parar as obras do túnel do marquês, há uns anos. Como alguém disse um dia: "Deixem(-me) trabalhar"!

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