Como foi noticiado pelo Cidadania Queluz em Janeiro, a Câmara Municipal da Amadora vai criar um corredor para um novo trolei bus. Em Sintra constroem-se estradas, rotundas e não se faz mais investimento em transportes. Para além disso não existe concorrência entre as empresas transportadoras. Percorrer um quilómetro de autocarro na cidade chega a custar 2 euros.
Um dos objectivos do Presidente da Câmara Municipal de Sintra é trazer o Metro Lisboa da Reboleira até Queluz, no entanto, a Secretária de Estado dos Transportes, em declarações ao Diário Económico indicou que “é preciso ter a noção de que os metropolitanos são mais adequados para os transportes urbanos e não para os suburbanos. O Metro de Lisboa vai aos concelhos limítrofes, e deve ir, mas em termos de expansão a questão é diferente. Os comboios é que existem para os transportes suburbanos, mais os transportes colectivos rodoviários”.

Mais do que a ligação ao metro que em tempo não traria nenhum benefício aos cidadãos de Queluz, talvez mais urgente que isso seria criar melhores transportes nas zonas onde a oferta é escassa: Belas, Idanha, Campinas, Pendão e Massamá Norte. São zonas da cidade onde os transportes públicos são servidos à população apenas por uma única empresa: a Vimeca.
A ligação da estação Queluz-Belas a Belas, Idanha e Campinas é feita em autocarros onde as condições em hora de ponta são semelhantes a países em desenvolvimento: as pessoas viajam em sardinha em lata como se pode verificar neste problema: Estrada Belas-Queluz : suplicio chegar à estação.
A solução conjunta da Junta de Freguesia de Queluz e Câmara Municipal de Sintra é a criação de uma nova rotunda e uma nova estrada numa zona classificada como leito de cheia que é o Rio Jamor comprometendo a promessa da construção da 3ª e 4ª fase do Parque Felício Loureiro.
Enquanto noutras Câmaras Municipais já foi entendido que mais estradas e novas rotundas contribuem para haver mais carros, a Câmara Municipal de Sintra parece ainda não ter entendido que só melhores transportes públicos (como troleis) e ciclovias vêm resolver o problema dos transportes em Sintra. E essa é uma responsabidade.
Sobre não haver dinheiro: Quantos milhões de euros foram gastos no Eléctrico de Sintra nos últimos 10 anos? Qual a relação custo-benefício para a população do concelho de Sintra? No percurso entre Sintra e a Ribeira de Sintra apenas foram vendidos 329 bilhetes no mês de Abril. Quandos bilhetes seriam vendidos se houvesse troleis que ligassem Massamá Norte, Campinas, Idanha, Belas e Queluz? Milhares de pessoas sairiam a ganhar com qualidade de vida.

Qual a percentagem de impostos da Câmara Municipal de Sintra que é gasta na vila e qual a percentagem que é gasta no resto do concelho:
Um pequeno exemplo são as luzes de natal onde a Câmara na vila de Sintra gastou 117 mil euros (e talvez mais recursos da Cãmara) enquanto as freguesias da cidade de Queluz tiveram atribuídos 49 mil euros. Menos de metade.
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