terça-feira, julho 28, 2009

A memória dos povos deve ser perpetuada

Por: Susete Evaristo
Numa das vertentes do cerro de Monte Abraão, que no ínicio do século passado era um cabeço quase esteril, cresceu uma urbe ligada à Vila de Queluz, hoje cidade.
Com a publicação da Lei 36/97 de 12 de Julho, foi a Vila de Queluz, dividida em três em Freguesias:
Queluz, Massamá e Monte Abraão, esta última, com as seguintes delimitações: a sul, a linha do Caminho de Ferro; a norte, a Freguesia de Belas; a nascente, o rio Jamor e a linha férrea; a poente, a CREL.
Ficou o cerro de Monte Abraão, dividido entre duas Freguesias, sendo uma a que ostenta o seu nome e outra a Freguesia de Belas, cuja fronteira passa junto ao Marco Geodésico existente no cimo do cabeço.
Assim e embora se tenha de reconhecer o facto de que não pertence à cidade de Queluz, mas à Freguesia de Belas, a Anta de Monte Abraão, existente na vertente norte, é um monumento a que, nem a DGEMN, nem a CMS tem dado o valor histórico que merece. A Anta do Monte Abraão é constituída por uma câmara com 3,6 metros de diâmetro, assente na rocha, restando seis esteios e o chapéu, há muito tempo caído, existia também um corredor com 2 x 8 metros, orientado a Este, do qual já nem se veem vestigios.
A seu lado a pedreira que nos anos 70 ainda funcionava em pleno, deu lugar a um grande buraco que hoje sem qualquer restrição, serve de lixeira a céu aberto, não dignificando nem a Freguesia, nem o espaço onde a Anta se insere.
Até quando os Organismos oficiais irão unir esforços para salvar um património que é de todos e que só pode enriquecer os conhecimentos acerca da nossa História.
Até quando a Câmara Municipal de Sintra, tomará a decisão de preparar o terreno por forma a inserir este Monumento Megalítico, assim como os outros dois existentes em Belas, no “Dia Internacional dos Monumentos e Sítios Históricos”.

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