Moro em Massamá, mais propriamente na Av. Egas Moniz, num prédio de 11 pisos e 40 habitações.
Numa época de frio intenso como a que atravessamos, pensava-se que a EDP, esse peso pesado como é apelidada, tivesse capacidade para se opor a esta fase invernal, mas não.
Desde há um mês aproximadamente, que o fornecimento falha e de forma bizarra, como se tratasse de um sorteio.
Aquando da primeira vez, pelas 20 horas, numa altura em que era mais necessária, apagou-se, mas não totalmente, quer dizer:
Nuns pisos, 2 habitações tinham luz, as outras duas não tinham, noutros era 1 e 3 ou 3 e 1, mais raro era 0 e 4 ou 4 e o, só visto.
Mais constante eram os elevadores, nunca funcionavam.
Particularmente, fui dos mais afectados porque, em todas as vezes que a luz faltou, nunca fui premiado.
Contactado esse Peso Pesado, foi-nos informado que se tratava de uma avaria (após quase uma hora de espera ao telemóvel) e que seria reparada dentro de 1 hora, depois dentro de 2 horas, mais tarde dentro de 3 horas e assim por diante até perfazer 18 horas.
A partir dessa noite e dia tristes, essa malvada avaria nunca mais teve cura, porque regularmente nos visita, levando, nós as vítimas dos prédios atingidos, a ficar apreensivas logo que se aproxima a noite.
Ora, como estamos dependentes obrigatoriamente desse Peso Pesado, ficamos sem iluminação, sem electrodomésticos, principalmente os aquecedores, sem TV Cabo, sem internet, muitos sem telefone e também sem telemóvel, porque a bateria é totalmente consumida a tentar falar com a empresa responsável pelos acontecimentos e que funciona da seguinte forma:
"A sua chamada está previsto ser atendida dentro de 2 minutos"; " A sua chamada será atendida dentro de 1 minuto"; " A sua chamada será atendida dentro de momentos" e assim sucessivamente até acabar a bateria. No meu caso contei 21 vezes.
Assim, como não podemos recorrer a outra empresa, pelos motivos que infelizmente se conhecem, apenas podemos desabafar, dizendo que ao contrário do que a Televisão nos diz tratar-se de um Peso Pesado, para nós está a ser um pesadelo.
Manuel Afonso
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